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Clima garante novo recorde da safra de soja
colheita-soja

A influência positiva do clima garantiu as melhores lavouras e produtividades no Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul na safra 2014/15, conforme verificado em campo pelos técnicos do Rally da Safra 2015. Por outro lado, a estiagem prolongada entre o final de dezembro e o mês de janeiro afetou lavouras de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, parte da Bahia e do Piauí, que registraram perdas. Nesse cenário, a safra de soja deve atingir novo recorde de 95,8 milhões de toneladas e a de milho verão, 29 milhões de toneladas, conforme a Agroconsult, organizadora do principal levantamento técnico da safra de grãos no País.

 

A revisão para cima dos números da safra de soja da Agroconsult, após a conclusão dos trabalhos em campo, deve-se às chuvas de fevereiro e março que melhoraram as condições das lavouras. “Como fato marcante desta edição do Rally observamos a ocorrência bastante significativa de lavouras com altíssimo potencial produtivo em todas as regiões, acima de 70 sacas por hectare”, afirma o coordenador geral do projeto, André Pessôa.

“É importante destacar também vários aspectos positivos da safrinha de milho, cujo plantio não foi significativamente afetado pelo atraso no plantio inicial da soja. Não haverá queda de área e a forte redução de área plantada no verão acabou sendo compensada pelo bom desempenho de produtividade do Sul do Brasil”, explica Pessôa. O milho 2ª safra deve atingir 50,5 milhões de toneladas. A safra de grãos, segundo estimativa da Agroconsult, deverá chegar a 203 milhões de toneladas.

Com relação a pragas e doenças, dois problemas novamente chamaram a atenção dos técnicos do Rally da Safra 2015: a presença da lagarta falsa medideira e da mosca branca em várias regiões do Cerrado, enquanto que, no Rio Grande do Sul, a ferrugem asiática atacou lavouras de ciclo mais longo, levando à perda do potencial produtivo.
 
Crise
A crise econômica trouxe três consequências diretas aos produtores brasileiros, relata o coordenador geral do Rally da Safra. A recente elevação do dólar beneficiou produtores que estão conseguindo preços e margens melhores do que o previsto inicialmente. Já a oferta de crédito para a próxima safra é a segunda consequência da crise, gerando preocupação entre os produtores que relatam redução na disponibilidade de crédito de fontes públicas e privadas. O terceiro aspecto é o atraso na tomada de decisão para adquirir insumos para a próxima safra, tanto fertilizantes como defensivos.
 
Levantamento técnico
Na edição deste ano, os técnicos voltaram a incluir a região Sul na avaliação da produção de milho. A Equipe 1 percorreu polos de produção de milho verão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná entre os dias 29 de janeiro e 03 de fevereiro. Na sequência, as Equipes 2 e 3 avaliaram áreas de soja precoce entre os dias 02 e 10 de fevereiro em Goiás, Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul. Já as Equipes 4, 5, 6 e 7 visitaram lavouras de soja entre os dias 23 de fevereiro e 18 de março, no Mato Grosso, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Nesta edição, outras duas equipes avaliarão o milho safrinha entre os dias 24 de maio e 13 de junho, passando por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os estados visitados representam 97% da área de soja e 73% da área com milho no Brasil, em um total de 85 mil quilômetros percorridos.

Organizado pela Agroconsult, o Rally da Safra 2015 chega à 12ª edição patrocinado pelo Banco do Brasil, Bayer, Fertilizantes Heringer, Monsanto, Vale, Volkswagen, Pacifil e Ipiranga Lubrificantes com apoio da FIESP, Fundação Agrisus, BM&FBOVESPA, Agrosatélite, Impar Consultoria no Agronegócio, Universidade Federal de Viçosa e Esalq-Log. O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição podem ser acompanhados pelo site www.rallydasafra.com.br

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